Andrew, missionário há 13 anos, escreveu sobre dois mitos que já ouviu:
Mito: Amar sushi, lámen e a cultura japonesa é sinal de chamado missionário
Houve um aumento global do entusiasmo pela cultura japonesa, seja saboreando sushi e lámen, mergulhando em animes e mangás ou explorando o país como turista. Muitos cristãos que pensam em servir no Japão sentem o coração tocado por meio desses elementos culturais.
Amar a cultura do Japão é um dom, mas isso não é o mesmo que ser chamado para a missão aqui. O Japão precisa de obreiros com um coração profundamente voltado para o discipulado e a evangelização. Esse tipo de coração é cultivado muito antes de se colocar os pés no país.
Se você se pergunta se Deus pode estar chamando você para servir aqui, comece com outras perguntas. Pense em: “A quem já conduziu a Cristo?” ou “Como ajudei alguém a crescer na fé?”. Essas experiências preparam uma pessoa para o trabalho longo e paciente da missão no Japão.
Mito: Todo missionário é evangelista, obreiro de igreja ou plantador de igrejas
Embora a maioria dos obreiros da OMF no Japão esteja envolvida diretamente com evangelismo e discipulado, muitos servem de outras maneiras igualmente importantes. Alguns são gestores financeiros, conselheiros de FTCs (filhos de terceira cultura), professores de idioma ou profissionais de suporte em TI. São funções que não se parecem com o trabalho missionário tradicional, mas que são essenciais para manter os obreiros saudáveis, eficazes e bem assistidos. Eu mesmo já fui beneficiado por esse apoio e sei o quanto os missionários valorizam profundamente aqueles que, de forma discreta, tornam possível o ministério na linha de frente.
O quadro é ainda mais amplo: nem todos os obreiros vivem fora de seus países. Muitos servem fielmente em escritórios nacionais, em lugares como Austrália, Reino Unido, Estados Unidos ou Suíça. Seu trabalho inclui preparar novos candidatos para o campo, conectar igrejas a missionários e apoiar os que retornam para casa. Sem eles, faltariam os elos vitais entre a base e o campo missionário. Muitos têm anos de experiência transcultural, com sabedoria e perspectiva que tornam seu serviço ainda mais valioso.
Cada função, seja na linha de frente ou nos bastidores, contribui para a mesma grande tarefa: tornar Cristo conhecido entre as nações.



