Bolinhos de arroz e graça para filhos de missionários

Crescer no Japão como filha de missionários teve momentos em que eu não me sentia totalmente integrada por causa dos meus pais estrangeiros. Um desses momentos era nos dias de onigiri (bolinhos de arroz).

Na escola primária japonesa local, sexta-feira era o dia de trazer seu próprio onigiri para o almoço. De segunda a quinta-feira, a escola fornecia arroz, macarrão ou pão com o almoço, mas a sexta-feira era diferente. 70% das mães dos meus colegas embrulhavam seus onigiris em filme plástico, e os outros 29% em papel alumínio.

Mas nos dias em que minha mãe missionária esquecia de repor o filme plástico, lá estava eu… Esse 1%… Um onigiri em um saco plástico… Lembro-me de me sentir muito constrangida ao tirar meu onigiri da minha mochila na hora do almoço. Talvez se eu estivesse em outro país, ninguém acharia estranho, mas aqui é o Japão! Você faz o que todos fazem ou é considerado estranho.

Compartilho esse trauma de infância com você não porque senti que meus pais missionários não me amavam enquanto eu crescia. Na verdade, é exatamente o motivo oposto pelo qual compartilho isso com você hoje.

Desde que me tornei adulta e me apresento como filha de missionários, recebo essa pergunta com frequência: “Como foi crescer como filha de missionários? Você sente que seus pais priorizavam o ministério acima da família?”

Eu não sinto. Não sinto que eles tenham sido ocupados demais com o ministério para não ter tempo para nós, filhos. Ou que nos forçaram a agir de certa maneira porque éramos “filhos de missionários / pastores”. Meus pais são algumas das pessoas mais ocupadas que conheço, mas nunca senti que me mandaram ficar quieta porque estavam no meio de um estudo bíblico ou me disseram que eu tinha que ajudar em um evento evangelístico. Sim, às vezes esqueciam de comprar filme plástico, mas nunca me senti esquecida.

Para aqueles com a ideia errada de que os filhos de missionários saem feridos porque seus pais missionários colocam o ministério acima deles, eu sou a prova viva de que não precisa ser assim.

Sou muito grata porque a graça de Deus é suficiente não apenas para os missionários, mas também para seus filhos.

Por Naomi, missionária da OMF

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